Valerá a pena editar as nossas últimas criações num formato que está condenado a desaparecer? Sabemos que o cd (disco compacto) já pouco vende. Descarrega-se (pirateando), grava-se (pirateando), compra-se um para multiplicar por muitos (pirateando)…
Será a sanção, pura e simples, que mudará esta mentalidade já enraizada em muitos de nós, filhos das novas tecnologias? Paliativos de pouca dura! É fácil, acessível e barato e acaba por dar prazer a quem o faz. Portanto…
Todos sabemos que são as edições de autor que democratizam o lançamento de novas bandas. São o garante de sobrevivência das fábricas da especialidade e potenciam a proliferação dos estúdios de gravação caseiros.
Bem podemos esperar sentados que os “boss” das companhias discográficas cumpram a promessa de nos telefonar após lhes termos entregue, de alma e coração, a maqueta dos nossos sonhos.
Basta! Os sinais são mais que muitos. O mp3 instalou-se definitivamente e o ipod passou a ser o nosso companheiro fiel de percurso diário. Assim sendo, porque não comercializar cada uma das nossas músicas através da venda directa na internet? Acautelando direitos de autor, de produção e execução todos acabam por sair bem na fotografia uma vez que ganhando pouco, todos ganham!
Eliminamos intermediários (muitas vezes parasitas), valorizamos as músicas enquanto entidades individuais e autónomas, colocamo-nos nas mãos de quem – efectivamente – nos quer, temos a certeza que a promoção surte o efeito desejado e, sobretudo, a globalização cumpre um dos seus melhores desígnios: promove o conhecimento.
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