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Nos dias 6 e 7 de Setembro, realizou-se na região de Estombar, em pleno Algarve, o Lagoa Burning Alive 2007. Este festival, que marcou presença pela primeira vez nas lides musicais do país, propõe como imagem de marca uma forte aposta no Metal.
No dia 6, a banda local In Tha Umbra apresentou o seu novo baixista, Ruben “Sardinha”: O novo elemento teve uma actuação ao nível do antigo baixista, note-se aqui o “empréstimo” deste elemento da banda Deatlhland.
De seguida, DGM, injectou o público presente com uma grande dose de metal. A banda transmitiu um ambiente metaleiro único ao puxar constantemente pela audiência ainda morna.
Quanto a Silente Force, apesar de estarem também dentro das sonoridades metal, ficaram um pouco abaixo das expectativas. A banda podia ter-se evidenciado mais, tanto nas suas sonoridades, como na comunicação dos seus temas musicais.
O grande destaque deste dia foi, sem sombra de dúvida, para os Destruction. A banda, que recentemente fez sucesso em Corroios, contou com um aglomerado de fãs fiéis diante do palco. O som emergente das colunas contagiou de imediato os presentes, transformando a actuação num misto de energia, garra e poder. O carinho da banda por terras lusas foi visível ao longo de todo o concerto e até a primeira visita dos Destruction a Portugal, com os Motorhead, foi relembrada. O vocalista manteve o contacto constante com o público, aludindo ao espírito do Metal e rejeitando os sons comerciais.
No dia 7, os Deathland ofereceram ao seu público sonoridades metal de qualidade, acompanhadas de solos de guitarra alucinantes. Sem dúvida, uma boa aposta para começar a segunda noite do festival. Esta banda algarvia, cujos elementos são provenientes da região do festival, Lagoa, tem de meritório o esforço constante para se impor no panorama musical nacional.
Já os Moonlight Comedy não trouxeram nada de novo, dando a noção de estar aquém das expectativas geradas. No geral, mostraram ser um conjunto musical eficaz a nível técnico e musical mas com um vocalista muito incerto do seu próprio estilo musical, ao balançar entre o pop e o metal.
De seguida, os brasileiros Adagio trouxeram à memória Sepultura, ao demonstrarem em palco que nem só de samba vive o Brasil.
A actuação foi preenchida com boa música e muita comunicação com o público, à boa maneira canarinha.
Para fechar o cartaz estavam anunciados os sons mais pesados. Os conhecidos Primal Fear, pela primeira vez em Portugal, encerraram a noite e quem ouviu a voz pujante do vocalista não os esquecerá tão cedo.
De realçar, contudo, o pouco público presente nestes dois dias de festival. A qualidade e diversidade musical exigem uma segunda edição do “Lagoa Burning Alive” para o próximo ano, aliada a uma melhor promoção do evento por todo o país.
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